Histórico

Desde o início de suas atividades em 2007, o PPGAU/UFES conta com uma única área de concentração, denominada CIDADE E IMPACTOS NO TERRITÓRIO, que vem permitindo ampla interlocução entre pesquisadores e grupos de pesquisa institucionalizados no país e no exterior. O enfoque empreendido abrange questões inerentes à intervenção em cidades de estruturação urbana condicionada por atividades portuárias, assim como em cidades cujas estruturas remetem à ocupação colonial portuguesa e ao interior ocupado pelos imigrantes europeus; questões advindas de condicionantes histórico-geográficas de configuração da paisagem, associadas ao papel da paisagem como matriz da percepção do território e como parâmetro operativo do projeto de múltiplas escalas; e questões relativas às estratégias de gestão urbana e à sustentabilidade urbana e de edificações, garantindo, assim, a especificidade do Programa.
Esses aspectos são recorrentes em grande parte das cidades brasileiras e relacionam-se diretamente ao processo de urbanização ocorrido no estado, sobretudo em sua região metropolitana, que se ampliou consideravelmente ao longo das décadas de 1970 e 1980, fortemente impulsionado pela implantação dos chamados grandes projetos industriais, propostos nos planos nacionais de desenvolvimento da época. Até recentemente, vislumbrava-se para futuro próximo, novo ciclo deste processo, a partir das descobertas no âmbito do petróleo e dos interesses voltados à siderurgia no estado, por empresas internacionais, o que prometia contribuir para uma reestruturação do contexto metropolitano, desta vez, de modo ao mesmo tempo estendido e fragmentado, acompanhando a lógica contemporânea mundial. A atual crise política e econômica deixa em suspense a atuação e o interesse empresarial, mas não detém os impactos socioambientais sobre o território. Estes foram acentuados entre outros acontecimentos a partir dos rompimentos das barragens de rejeitos de mineração em Mariana, Minas Gerais, em 2015, que levou ao transbordamento destes sobre o Rio Doce, ao longo deste estado e do Espírito Santo, afetando intensamente uso e ocupação do solo exercidos às suas margens e ao litoral, bem como a reincidência deste fato, em 2019, na barragem do córrego do Feijão,em Brumadinho, também em Minas Gerais. No âmbito metropolitano, especialmente na capital, verifica-se o acirramento das complexas questões sociais contemporâneas, com o aumento visível de população em situação de rua e ampliação do déficit habitacional, tendo como contraponto o crescente número de imóveis vagos e em deterioração, em áreas centrais, e a consequente ocupação destes por movimentos sociais de moradia.

Alunos Formados e Matriculados:O programa já formou 222 mestres e 8 doutores e conta com 84 alunos regularmente matriculados, sendo 30 no mestrado e 54 no doutorado.

Nome dos coordenadores e coordenadores-adjuntos:

2025-2027
Coordenador(a): Liziane de Oliveira Jorge
Coordenador(a)-Adjunto(a): Flavia Ribeiro Botechia

2023-2025
Coordenador(a): Edna Aparecida Nico Rodrigues
Coordenador(a)-Adjunto(a): Cristina Engel de Alvarez

2021-2023
Coordenador(a): Bruno Massara Rocha
Coordenador(a)-Adjunto(a): Edna Aparecida Nico Rodrigues

2019-2021
Coordenador(a): Bruno Massara Rocha
Coordenador(a)-Adjunto(a): Martha Machado Campos

2017-2019
Coordenador(a): Eneida Maria Souza Mendonça
Coordenador(a)-Adjunto(a): Bruno Massara Rocha

2015-2017
Coordenador(a): Eneida Maria Souza Mendonça
Coordenador(a)-Adjunto(a): Renata Hermanny de Almeida

Período: 2015
Coordenador(a): Martha Machado Campos
Coordenador adjunto: não há

Período: 2013-2014
Coordenador(a): Cristina Engel de Alvarez
Coordenador(a)-Adjunto(a): Martha Machado Campos

Período: 2011-2013
Coordenador(a): Martha Machado Campos
Coordenador(a)-Adjunto(a): Eneida Maria Souza Mendonça

Período: 2009-2011
Coordenador(a): Eneida Maria Souza Mendonça
Coordenador(a)-Adjunto(a): José Francisco Bernardino Freitas

Período: 2007-2009
Coordenador(a): José Francisco Bernardino Freitas
Coordenador(a)-Adjunto(a): Renata Hermanny de Almeida

Histórico do conceito CAPES do programa:

Mestrado em Arquitetura e Urbanismo:

Ano Nota Portaria
2025 4 Portaria n°. 0398 de 02/06/2025 - Renovação de Reconhecimento em decorrência da Avaliação Quadrienal de 2021 (2017- 2020). 215ª, 216ª, 217ª e 218ª CTC-ES
2019 4 Portaria n°. 0609 de 18/03/2019 - Renovação de Reconhecimento: Homologação do Parecer CNE/CES 487/2018 - Avaliação Quadrienal 2017
2017 3 Portaria n°. 0656 de 27/07/2017 - Renovação de Reconhecimento: Homologação do Parecer CNE/CES 288/2015 - Resultado da Trienal 2013.
2012 3 Portaria n°. 1077 de 13/09/2012 - Renovação de Reconhecimento: Homologação do Parecer CNE/CES 102/2011. Resultado da Trienal 2010
2008 3 Portaria n°. 1140 de 11/09/2008 - Renovação de Reconhecimento: Homologação do Parecer CNE/CES 138/2008. Resultado da Trienal 2007 (subconjunto 2 - apenas pelo CTC)
2007 3 Portaria n°. 0612 de 25/06/2007 - Reconhecimento: Homologação das 89ª, 90ª, 92ª, 93ª e 94ª Reuniões do CTC-ES. Parecer CNE/CES 115/2007

Doutorado em Arquitetura e Urbanismo:

Ano Nota Portaria
2025 4 Portaria n°. 0398 de 02/06/2025 - Renovação de Reconhecimento em decorrência da Avaliação Quadrienal de 2021 (2017- 2020). 215ª, 216ª, 217ª e 218ª CTC-ES
2020 4 Portaria n°. 0539 de 17/06/2020 - Reconhecimento: Homologação da 191ª Reunião do CTC-ES. Parecer CNE/CES nº 110/2020.
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