Envelhecimento populacional e espaço urbano: a mobilidade dos idosos no espaço urbano e o acesso a espaços livres públicos

Resumo: O envelhecimento da população mundial traz um novo desafio, especialmente no caso brasileiro e de outros países emergentes, por se tratar de uma novidade. Até então o Brasil era considerado “um país do futuro”, um país com muitas crianças, adolescentes e jovens. A OMS considerado um país envelhecido quando 14% da sua população possui mais de 65 anos. Na França, por exemplo, este processo levou 115 anos. Na Suécia, 85. No Brasil, levará pouco mais de duas décadas, sendo considerado um país velho em 2032, quando 32,5 milhões dos mais de 226 milhões de brasileiros terão 65 anos ou mais (SBGG-Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 2019). O aumento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional são uma conquista contemporânea. Entretanto, não se pode afirmar que as gerações atuais e futuras terão um envelhecimento mais saudável e melhor do que as populações no passado. Apesar de constituir uma conquista, é preciso preparar nossas cidades para essa transformação demográfica, transformá-las, assim como transformar o próprio olhar sobre o envelhecimento. A estrutura urbana impacta diretamente na saúde – pessoal, coletiva e urbana. A boa distribuição de espaços livres de lazer e esporte e sua qualidade, a forma urbana e a distribuição das atividades no território, bem como as formas de deslocamento vão promover ou desencorajar hábitos saudáveis na cidade, notadamente a mobilidade ativa. Gehl (2013) aponta para uma revisão dos conceitos da qualidade urbana, com princípios sustentáveis, para sistemas que integrem acessibilidade e mobilidade. Essa é uma demanda essencial para o direito à cidade pelos seus cidadãos, todos eles, incluindo idosos. O direito à cidade contempla a condição básica de conhecê-la, percorrer as suas rotas acessíveis, transitar suas vias, num espaço público fluido, minimizando barreiras e limites (FERREIRA, 2016, p.39). Ambientes físicos adequados à idade podem representar a diferença entre a independência e a dependência para todos os indivíduos, mas especialmente para aqueles em processo de envelhecimento. [...] Isso é especialmente importante para os idosos com problemas de mobilidade. Os perigos no ambiente físico podem causar lesões incapacitantes e dolorosas nos idosos, e as mais frequentes são decorrentes de quedas, incêndios e batidas de automóveis (OPAS, 2005, P. 27). Pesquisas sobre os aspectos teórico-conceituais, sobre grupos populacionais idosos e sobre o ambiente urbano são necessárias para influenciar positivamente no planejamento e desenho urbano, especialmente no tocante ao acesso a espaços livres públicos e à mobilidade de pessoas idosas. O que se propõe neste projeto de pesquisa é compreender a relação entre o envelhecimento populacional e o espaço urbano, com enfoque na mobilidade urbana e acesso aos espaços livres públicos pela população idosa.

Data de início: 2020-09-14
Prazo (meses): 24

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador Daniella do Amaral Mello Bonatto
Acesso à informação
Transparência Pública

© 2013 Universidade Federal do Espírito Santo. Todos os direitos reservados.
Av. Fernando Ferrari, 514 - Goiabeiras, Vitória - ES | CEP 29075-910