TERRAÇO Capixaba: Estratégia Passiva Frente Às
mudanças Climáticas

Nome: Ariane Louzada Sasso Ferrão
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 29/09/2022
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Edna Aparecida Nico Rodrigues Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Cristina Engel de Alvarez Examinador Interno
Edna Aparecida Nico Rodrigues Orientador
Roberta Vieira Gonçalves de Souza Examinador Externo

Resumo: A pesquisa analisou diferentes tipos de cobertura em relação ao desempenho térmico na condição do
clima atual, e dois diferentes tipos de coberturas na condição de clima futuro de alta emissão de gases
de efeito estufa, em região quente e úmida, sob estresse ocasionado pela ausência de ventilação;
considerando nas análises a utilização do Terraço Capixaba (TC) como estratégia passiva para
melhoria do desempenho térmico durante a vida útil (VU) de edifícios brasileiro. Por meio da
metodologia de simulação computacional da NBR 15575/2021 foi possível perceber o terraço
capixaba como sistema eficiente e resiliente para o clima do estudo até meia VU de edificações
expostas às condições do estudo, considerando a continuidade do processo de mudanças climáticas, e,
além disso, o processo metodológico desenvolvido durante a pesquisa permitiu identificar a
dificuldade para edifícios alcançarem os níveis intermediário e superior em regiões com condição de
ventilação desfavorável. A metodologia investigativa foi desenvolvida em cinco etapas: Etapa 1: a
qual tratou da justificativa para escolha e caracterização da área de estudo; etapa 2: levantamento de
observação; etapa 3: modelagem; etapa 4: avaliação termo-energética; etapa 5: avaliação termoenergética em cenários futuros. Os resultados apontaram para a capacidade dos sistemas de cobertura
do tipo terraço capixaba contribuírem para a melhoria do desempenho térmico de edificações, nas
condições de clima do recorte amostral, até a proximidade dos anos de 2050 com a continuidade do
processo de mudanças do clima, e a tendência de se tornarem incapazes de continuar contribuindo
posteriormente. Secundariamente as análises indicaram fragilidades no critério para a definição de
faixas de temperaturas operativa (FT) da metodologia da NBR 15575/2021, baseado exclusivamente
na temperatura de bulbo seco (TBS) de arquivos climáticos, sem considerar outras variáveis
climáticas. Além disso observou-se que a forma utilizada para a definição das FT, as quais são
definidas considerando parâmetros do conforto adaptativo, pode mascarar os resultados de
desempenho, conferindo à uma pior relação modelo-de-referência–modelo-real um nível de
desempenho mais elevado, e à uma melhor relação modelo-de-referência–modelo-real desempenho
menos elevado, e com maior dificuldade de galgar níveis acima do mínimo, o que ocorre
exclusivamente em virtude da FT utilizada na análise, e da dependência de condições de vento capaz
de realizar dissipação de calor no ambiente construído, o que tende a obsolescência em diversas
regiões do país com a continuidade do processo de mudanças climáticas.

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