Hipo-utopia, das
utopias Urbanas ao Sul: a Cidade Contemporânea no Cinema Brasileiro de
ficção Científica

Nome: Mário Victor Marques Margotto
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/05/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Lutero Proscholdt Almeida Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Clara Luiza Miranda Examinador Interno
Lutero Proscholdt Almeida Orientador

Resumo: Por meio de uma pesquisa exploratória, busca uma primeira aproximação com um
objeto de pesquisa pouco estudado quando em conjunto: as cidades representadas
no cinema brasileiro de ficção científica. Além de revisão bibliográfica e de reflexão
teórica, utiliza estudos de caso no intuito de observar mais a fundo como se dão as
representações da cidade em três obras contemporâneas: Recife Frio (2009), Branco
Sai, Preto Fica (2014) e Chico (2016). Em primeiro lugar, parte da discussão acerca
das “utopias urbanas”, tal qual proposto por Caúla (2019), trazendo e ampliando o
conceito de “hipo-utopia” (FERREIRA, 2015) para contextualizar, categorizar e
caracterizar tanto o grupo de filmes de ficção científica produzidos no Sul Global,
quanto das utopias urbanas fabricadas pelo cinema brasileiro de ficção científica. De
forma complementar, tece comentários sobre o processo de modernização e de
urbanização no contexto brasileiro, evidenciando sua condição permeada por
desigualdades, discrepâncias e contradições (MARICATO, 2000, 2015), a fim de
reforçar a compatibilidade do conceito de “hipo-utopia”, bem como ilustrar e
contextualizar a realidade urbana pela qual o cinema aqui estudado busca explorar.
Nas análises fílmicas, são utilizadas duas entradas para pensar as cidades
representadas: por um lado, os elementos da narrativa de ficção científica, do “novum”
e do “estranhamento cognitivo” (SUVIN, 1979), e, por outro lado, a interpretação dos
cenários e espaços nos filmes por meio das possibilidades próprias da linguagem
cinematográfica e da estética adotada em cada obra. Entendendo-se que esse cinema
fabrica seus lugares-outros utilizando-se da cidade filmada (COMOLLI, 1997),
mediante recortes e decisões que são próprias da sétima arte, esta torna-se um
protagonista (FORD, 1994, COSTA, 2002) que, por um lado, singulariza a cidade, e,
por outro, evidencia seus elementos. Nesse sentido, além dos filmes abordarem as
disparidades sociais de um contexto periférico frente à modernização e ao
desenvolvimento urbano (FERREIRA, 2012; GINWAY e BROWN, 2014; PAZ, 2008),
as cidades são potencializadas enquanto um lugar de estranhamento, as quais os
filmes exploram. Foi dado um primeiro passo para compreensão do objeto de
pesquisa, contudo, há questões relevantes que, dada a sua complexidade, deixaram
de ser desenvolvidas nesta pesquisa, merecendo estudos mais aprofundados.

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