SOLUÇÕES BASEADAS NA NATUREZA PARA MITIGAÇÃO DO CALOR EXTREMO EM ÁREAS URBANAS DECORRENTE DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Nome: IZABELA ULIANA PELLEGRINI

Data de publicação: 02/06/2026

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ANA FONSECA GALVÃO Examinador Externo
CRISTINA ENGEL DE ALVAREZ Presidente
DENISE HELENA SILVA DUARTE Examinador Externo
EDNA APARECIDA NICO RODRIGUES Examinador Interno
LARISSA LETICIA ANDARA RAMOS Examinador Externo

Páginas

Resumo: As mudanças climáticas são um problema urgente e implicam diversos desafios para
os ambientes urbanos, dentre os quais se destaca o aumento de eventos de calor
extremo, que podem causar efeitos negativos para a habitabilidade das cidades.
Assim, investiga-se como manter os espaços públicos urbanos habitáveis por meio da
aplicação de Soluções Baseadas na Natureza (SBN) como estratégias de
resfriamento (cooling strategies). As SBN utilizam recursos naturais para gerar
benefícios simultâneos para o ser humano e para o meio ambiente e são estudadas
como formas de adaptação e mitigação das consequências negativas das mudanças
climáticas. Todavia, elas não podem ser aplicadas indistintamente, pois podem
apresentar maior ou menor eficiência dependendo do contexto, além de estarem
sujeitas a condicionantes específicos. Portanto, metodologias para a escolha de SBN
como estratégias de resfriamento, com base teórica confiável, podem auxiliar na maior
assertividade em sua aplicação. Assim, esta tese teve como objetivo a formulação de
uma metodologia para auxiliar gestores e projetistas na escolha de SBN para
adaptação aos episódios de calor extremo. A metodologia de investigação foi baseada
em simulações feitas no software ENVI-met para quatro cidades brasileiras – Manaus,
Vitória, Palmas e Campo Grande – e na análise do índice UTCI (Universal Thermal
Climate Index) em três tipos de morfologias distintas (LCZ ou Local Climate Zones),
com a aplicação de cinco tipos de SBN: arborização urbana, áreas verdes, telhados
verdes, paredes verdes e infraestruturas azuis. Os resultados das simulações
indicaram que as SBN geram uma redução mediana no UTCI de até 1,7 °C, porém,
em certos casos, a alteração ainda é insuficiente para garantir a ausência de estresses
por calor extremo em climas futuros, mesmo em cenários otimistas. Adicionalmente,
a metodologia aplicada permitiu identificar um grau de prioridade para as SBN em
cada contexto, auxiliando na tomada de decisão quanto à escolha dessas estratégias.
Portanto, mesmo que as SBN não se mostrem como soluções definitivas de forma
isolada, podem ser adotadas, quando fundamentadas em evidências científicas, como
parte de um conjunto de medidas para a promoção de cidades mais resilientes e
adaptadas às mudanças climáticas.

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