URBANIZAÇÃO E DISPARIDADES EM SAÚDE EM BRANCO (AC) - UMA ANÁLISE VIA ÍNDICE DE SAÚDE URBANA
Nome: LEANDRO DOS SANTOS SILVA NASCIMENTO
Data de publicação: 30/04/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANA MARIA GIROTTI SPERANDIO | Examinador Externo |
| DANIELLA DO AMARAL MELLO BONATTO | Presidente |
| LIZIANE DE OLIVEIRA JORGE | Examinador Interno |
Resumo: A cidade de Rio Branco-Ac, tem apresentado intenso crescimento populacional, caracterizado por um processo de urbanização crescente e desigual, que vem resultando em disparidades socioespaciais e em impactos na saúde urbana. As permitem desvelar as iniquidades, bem como a relação entre fatores socioeconômicos e ambientais e as condições de saúde. O estudo terá como base a definição teórica de saúde urbana, a qual explica os mecanismos pelos quais as diferenças e desigualdades sociais, econômicas e físicas impulsionam as iniquidades em saúde. A relação entre saúde urbana e ambiente construído é um fator determinante para compreender as desigualdades socioespaciais nas cidades contemporâneas. Objetivo geral: Analisar como a urbanização e as condições do ambiente construído se associam a desigualdades socioespaciais relacionadas à saúde urbana em Rio Branco - AC, entre 2000 e 2022. Objetivos específicos: Descrever e analisar o processo de urbanização de Rio Branco entre 2000 e 2022, destacando padrões de expansão do tecido urbano e suas implicações para a distribuição de infraestrutura e
serviços; Identificar e descrever padrões intraurbanos de desigualdade socioespacial relacionados a condições urbanas associadas à saúde, evidenciando a distribuição territorial de setores mais vulneráveis; Estimar e interpretar o Índice de Saúde Urbana (ISU) em nível intraurbano para Rio Branco - AC para o ano de 2010, com ênfase na identificação de iniquidades. A metodologia: articula a delimitação teórica, a coleta e a análise de dados secundários e a interpretação crítica dos resultados, utilizando uma abordagem mista para abarcar a complexidade do objeto. Os dados referem-se ao período de 2000 a 2022, com base nos Censos Demográficos do IBGE, adotando o setor censitário urbano como unidade de análise. Para mensurar as desigualdades, será aplicado o ISU, métrica que sintetiza os indicadores de saúde, desagregados por setores censitários. A espacialização dos resultados será realizada por mapas temáticos baseados na cartografia e dados do IBGE e MAPBIOMAS. A metodologia, de caráter exploratório e descritivo, busca revelar os efeitos territoriais da urbanização sobre os determinantes sociais da saúde, subsidiando políticas públicas orientadas pela equidade. O resultado: a hipótese central deste estudo é que a urbanização crescente e desigual da cidade de Rio Branco-Ac, no período de 2000 a 2022, contribuiu significativamente para o aumento da segregação socioespacial e o agravamento dos indicadores de saúde urbana, especialmente em áreas periféricas
caracterizadas pela precariedade. Prevê-se ainda a identificação de um vínculo direto entre a crescente urbanização e desigual e contribui para as desigualdades socioeconômicas, ressaltando a desproporcionalidade dos efeitos adversos nos territórios mais vulneráveis. Ao final da análise, projeta-se que os indicadores desvelam as disparidades socioespaciais em saúde urbana.
