DESEMPENHO LUMÍNICO DE ABERTURAS ZENITAIS TIPO SHED: UMA ANÁLISE COM BASE NO CÓDIGO DE OBRAS DE VITÓRIA-ES
Nome: LUDMILA BRUNOW ORLANDI
Data de publicação: 29/04/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANDREA COELHO LARANJA | Presidente |
| EDNA APARECIDA NICO RODRIGUES | Examinador Interno |
| PEDRO VITOR SOUSA RIBEIRO | Examinador Externo |
Resumo: O acesso à iluminação natural, por meio de aberturas laterais ou zenitais, é fundamental para a qualidade arquitetônica e o bem-estar dos ocupantes, devendo ser orientado por diretrizes normativas que visem o conforto ambiental e não apenas desempenhos mínimos de salubridade. A disponibilidade de luz natural nos ambientes internos está diretamente vinculada ao dimensionamento e posicionamento das aberturas, elementos frequentemente regulados por Códigos de Edificações locais.
Em Vitória - ES, a legislação vigente (Lei Nº 4821/1998) permite que aberturas zenitais sofram uma redução de até 30% em sua área envidraçada quando comparadas às exigências para aberturas laterais. Diante disso, o objetivo principal deste estudo é
analisar o desempenho lumínico da tipologia de abertura zenital tipo shed em Vitória - ES com base no Código de Edificações do município. A metodologia compreende simulações no software TropLux 8, estruturadas em três etapas de analises, totalizando nove modelos: um modelo de ambiente com abertura lateral (MJ) e oito modelos de ambiente com abertura zenital tipo shed, sendo quatro sem redução (MS0_67,5; MS0_90; MS0_120 e MS0_235) e quatro com redução de 30% da área envidraçada (MS30_67,5; MS30_90; MS30_120 e MS30_235). Os modelos apresentam a mesma área de piso e pé-direito, entretanto os sheds variam a geometria quanto a sua inclinação. As simulações ocorreram no período entre 7h30 e 17h30, em todos os dias do ano, considerando o céu dinâmico de Vitória - ES com aberturas orientadas para Norte, Sul, Leste ou Oeste, sendo utilizada uma malha de 144 pontos de medição no plano de trabalho. O desempenho dos modelos é aferido pelas métricas de Iluminância Útil de Luz Natural (IULN), Iluminância Média (Em), Autonomia de Luz Natural (ALN), Autonomia de Luz Natural Espacial (ALNe), Uniformidade Média (Um) e Curvas Isolux. Como principais resultados, constatou-se que, além da área envidraçada, parâmetros como a inclinação do shed são determinantes, sendo que modelos com menores inclinações apresentaram performance superior. Evidenciou-se que a variabilidade geométrica do shed, mesmo com equivalência de área envidraçada, pode acarretar perdas lumínicas. Em contrapartida, foi observado também que modelos com redução de 30% da área envidraçada (MS30_235) apresentaram resultados superiores a modelos sem redução da área envidraçada (MS0_67,5). Nas orientações Norte, Leste e Oeste, os sheds com redução de 30% foram equivalentes ou superiores à abertura lateral; contudo, para a face Sul, a substituição não é recomendada, sugerindo a necessidade de investigar novos percentuais.
