O pátio jesuítico no Palácio Anchieta: narrativas tipo-
morfológicas e paisagísticas na cidade de Vitória (ES)

Nome: Fabiano Vieira Dias
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 25/09/2014
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Martha Machado Campos Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Renata Baesso Pereira Examinador Externo
Nelson Pôrto Ribeiro Examinador Interno
Martha Machado Campos Orientador

Resumo: A hipótese defendida nesta pesquisa se baseia na possibilidade de a arquitetura jesuítica implantada em terras brasileiras (século XVI) dialogar e agenciar, num mesmo corpo edificado, e de modo inter-relacionado, aspectos relativos à morfologia urbana, tipologia e paisagem. Lama explica que, como disciplina, a morfologia urbana agrega para si não somente o ambiente construído, mas os meios pelos quais este foi construído em sua interação com a forma urbana, ou seja, os fenômenos sociais, econômicos e outros motores da urbanização (LAMAS, 1992). Entender a forma urbana é entender seus elementos constituintes, quer em ordem à leitura ou análise do espaço, quer em ordem à sua concepção ou produção (LAMAS, 1992). Estudar a forma urbana significa compreender o lugar onde se insere a cidade e seus elementos constituintes, seus espaços e a inter-relação entre eles e seu contexto, em um espectro abrangente do que se denomina cidade, e urbano. A tipologia arquitetônica e a morfologia urbana estão interligadas no cerne de suas análises, considerando que ambas, segundo Pereira, estudam duas ordens de fatos homogêneos (PEREIRA, 2012); estudam elementos constituintes da cidade arquitetônicos e espaciais que se sobrepõem ou se complementam de acordo com a escala de análise utilizada. A arquitetura jesuítica do Brasil colonial modela de modo determinante a construção de distintos núcleos urbanos originários na costa brasileira no século XVI. Isso, por meio da implantação de tipologia edilícia que acompanha a doutrina jesuítica de localização e escolha do sítio para suas construções, preconizando segurança, visibilidade do entorno e facilidade de acesso por rios ou pelo mar. Essas construções, realizadas em áreas elevadas, marcaram, por conseguinte, no tempo e no espaço, a paisagem dos primeiros núcleos urbanos brasileiros.
A pesquisa analisou um dos exemplares históricos da arquitetura jesuítica no Estado do Espírito Santo, especificamente na cidade de Vitória, capital e núcleo urbano original da colonização portuguesa neste Estado. A instalação dos jesuítas na antiga Vila da Vitória, no séc. XVI, através de sua igreja dedicada a São Tiago e de seu colégio anexo, marca a presença tipológica de uma arquitetura religiosa que influencia a própria morfologia da cidade caracterizando esta arquitetura como um tipo-morfológico - e, por reflexo, participa da construção de sua paisagem urbana secular. Entende-se que o antigo complexo jesuítico de São Tiago e atual Palácio Anchieta, sede governamental e prédio cultural capixaba, é uma arquitetura que permeia estas três grandes narrativas arquitetônicas e urbanas: a tipologia, a morfologia e a paisagem.
Palavras-chave: Pátios, Tipologia, Morfologia Urbana, Paisagem, Palácio Anchieta, Jesuítas.

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