A Construção Coletiva dos Espaços Livres Públicos: o arquiteto e os procedimentos participativos recentes experiências em Vitória (ES)

Nome: Danielly Cozer Aliprandi
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 30/03/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
José Francisco Bernardino Freitas Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Clara Luiza Miranda Examinador Interno
José Francisco Bernardino Freitas Orientador
Maria Laís Pereira da Silva Examinador Externo

Resumo: No processo de desenvolvimento da cidade, são envolvidos três principais agentes: Estado, técnicos de diferentes disciplinas e sociedade. Faz parte dessa sociedade uma diversidade de grupos, das quais se sobressaem, do ponto de vista da participação nas decisões políticas, membros de uma elite econômica. A não familiaridade da maior parte da população, seja com os aspectos técnicos que envolvem o processo de construção das cidades, ou com suas leis e todo o funcionamento do processo, faz com que este seja o agente que menos
conhecimento tem dos instrumentos que pode utilizar para interferir no processo decisório. Os profissionais de diferentes áreas do conhecimento que atuam no processo participativo são encarregados, dentre outras coisas, de trazer informações técnicas aos demais envolvidos, sendo o arquiteto aquele usualmente responsável em levar os resultados das discussões para a prancheta. No momento de projetar e, para alcançar maior margem de segurança na aceitação dos espaços derivados de seus projetos, é necessário que ele busque alternativas metodológicas para a elaboração do mesmo. É de nosso entendimento e o que nos propusemos comprovar, que o ponto de partida para isso é o estreito conhecimento e a proximidade com a realidade dos usuários do espaço. Devido a esta proximidade, o arquiteto pode desempenhar importante papel no processo participativo, especialmente quanto à capacitação do usuário e à ampliação de suas percepções
espaciais. Por esta razão, pretende-se analisar os instrumentos e procedimentos que estão à disposição do arquiteto para possibilitar o estímulo e a ampliação da percepção da população quanto ao espaço que a circunda e conferir-lhe informação variada a respeito do mesmo. Esses resultados permitem que o cidadão amplie seu espectro de possibilidades quanto ao potencial de utilização do espaço, suas
deficiências e ausências e o habilita a participar de forma ativa e significativa nas discussões do processo de construção dos espaços livres públicos da cidade em que vive. Acredita-se que, com o auxílio de determinados procedimentos da pesquisa-ação, se o arquiteto puder fazer com que a população perceba as possibilidades e necessidades de apropriação do espaço público, terá como retorno base consistente para a elaboração de projetos mais condizentes com a realidade e vontade dos usuários. Isso, possivelmente, ocasionará maior margem de aceitação e apropriação dos espaços, por parte de seus principais usuários, ampliando-se assim, a ocorrência da esfera de vida pública.

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