O CIRCUITO INFERIOR REPRESENTADO PELOS AMBULANTES EM VITÓRIA: UM ESPAÇO OPACO NA JERÔNIMO MONTEIRO

Nome: Ana Carolina Gonçalves Nogueira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/03/2018
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Clara Luiza Miranda Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Marina Regitz Montenegro Examinador Externo
Cláudio Luiz Zanotelli Examinador Externo
Clara Luiza Miranda Orientador

Resumo: Na década de 1970 Milton Santos (2008, [1971, 1975, 1979]) apresentou pela
primeira vez a teoria dos Dois Circuitos da Economia Urbana dos Países
Subdesenvolvidos. Ainda atual, a proposta do autor é que os países
Subdesenvolvidos, denominados dessa maneira à época, sejam alvo de uma teoria particular que contemple dois circuitos da economia urbana: um superior e outro inferior. Ambos se caracterizam pelo conjunto de atividades realizadas em certo contexto e pelo setor da população que se liga ao circuito pela atividade que pratica e pelo consumo. Em continuidade aos estudos de Milton Santos, María Laura Silveira e Marina Regitz Montenegro propõem análises que contemplam o papel do meio construído contribuindo, especialmente, quando se busca interlocução entre a geografia e a arquitetura por meio do espaço habitado. O objetivo geral, portanto, é analisar a ocupação do espaço urbano em Vitória através da teoria dos Dois Circuitos da Economia Urbana dos Países Subdesenvolvidos considerando as atividades desenvolvidas por determinado nicho do circuito inferior, os ambulantes, as características da população que as desenvolve, assim como o papel do meio construído com o recorte espacial limitando-se ao largo em frente à Praça Oito de Setembro na Avenida Jerônimo Monteiro no Centro da cidade de Vitória. Trata-se de setor da população composto, principalmente, por homens acima de 50 anos, chefes de família e únicos provedores de renda no lar. Quanto às características da atividade praticada, falta acesso à tecnologia básica, principalmente da informação, necessária para que um negócio possa se desenvolver. O trabalho precisa ser intensivo. Falta capital inicial e de giro que permitiriam reinvestimentos e acesso, inclusive, à tecnologia, assim como falta organização para o acumulo de capital. Quanto ao papel do meio construído, trata-se de um espaço com características especificas de ocupação que podem engendrar a expulsão do circuito inferior atualmente instalado.

Palavras-chave: Economia Urbana. Espaço urbano. Comércio varejista. Circuito
inferior. Ambulantes.

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