IDENTIDADE TERRITORIAL DO DESCENDENTE TIROLÊS EM SANTA LEOPOLDINA – ES

Nome: Mariana Pereira de Amorim
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/03/2018
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Renata Hermanny de Almeida Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Celina Borges Lemos Examinador Externo
José Francisco Bernardino Freitas Examinador Interno
Renata Hermanny de Almeida Orientador

Resumo: O trabalho estuda a identidade territorial de descendentes de imigrantes tiroleses, fixados em território de caráter rural. O objeto-concreto é a comunidade do Tirol, localizada no interior do município de Santa Leopoldina, região centro serrana, do estado do Espírito Santo. A pesquisa se desenvolve na revisão bibliográfica para a compreensão conceitual do termo identidade territorial. Os estudos voltados para o território e a identidade são considerados, por Saquet (2013), como multidisciplinares, envolvendo diversas áreas da ciência humana, como geografia, filosofia, arquitetura e psicologia. Para Dematteis e Governa (apud SAQUET, 2010), o estudo acerca da identidade territorial deve considerar a coerência interna (limites e diferenças específicas), o processo histórico (tradições, memória e atitudes) e as metas futuras (fins e objetivos). O recorte territorial compreende os limites da comunidade, delimitados em "Mapeamento de Comunidades Urbanas e Rurais do Espírito Santo" (IJSN/IBGE, 1993). A comunidade é fundada no ano de 1859, por imigrantes tiroleses, a partir da implantação ocorrida em terras ainda inexploradas e de difícil acesso. Deste modo, o povoamento torna-se isolado por mais de um século. Tal panorama altera-se com o início de melhorias nas estradas, nos meios de comunicação e no intercâmbio cultural e financeiro entre a comunidade e o governo austríaco, a partir da década de 1980. Assim sendo, é possível conjecturar como hipótese para o trabalho: a relação do homem com o território é singular nesta localidade, devido ao contexto histórico do local até meados da década de 1980 quando, após a entrada do capital estrangeiro e a melhoria da infraestrutura, ocorre a ruptura da relação homem e território. A metodologia utilizada é a abordagem histórica, conceitual, qualitativa e empírica, desenvolvida por meio de: revisão bibliográfica, para a ampliação do conceito da identidade territorial, com os trabalhos de Alberto Magnaghi; Milton Santos e Marcos Aurélio Saquet; levantamento de campo com recurso de registro oral, a partir de entrevistas associadas à questionário e produção de mapas, utilizando a abordagem territorialista italiana para demonstrar o uso do território com o auxílio das ferramentas de geoprocessamento, o software QGis. Pretende-se, portanto, registrar a Identidade Territorial dos descendentes, buscando compreender as mudanças da relação, homem e território. Utiliza-se da metodologia da História Oral para aproximação ao conteúdo empírico e a abordagem territorialista para representar a identidade territorial. Conclui-se que a identidade territorial do Tirol é singular, a coerência interna é determinada pelas barreiras territoriais como declividade e cursos d’água, os elementos materiais e imateriais identificados são as edificações religiosas, os edifícios de serviço público, as vias principais, as edificações residenciais, as plantações, a língua, a religião e por fim, os próprios depoentes.Palavras-chave: Imigração Tirolesa. Identidade Territorial. História Oral. Abordagem Territorialista Italiana.

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